Sunday, July 29, 2007

PASSA!

A JOVEM MANCHESTER ORCHESTRA DÁ PASSOS LARGOS RUMO À MATURIDADE POP. QUE O TSUNAMI PODRE DO HYPE NÃO OS ENGULA




Fiquem atentos: o Manchester Orchestra pode se tornar o próximo hype da imprensa metida a entendida do pop atual. Ou não. Até porque as últimas ondas de hypes foram mais tristes que dançar com a irmã. Vide Strokes, White Stripes, The Hives e mais recentemente, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, The Killers e Cansei de Ser Sexy. Assim, oremos pra que a próxima avalanche de frescura da crítica mantenha intacta a nobreza do jovem quinteto de Atlanta, na Georgia.

Assim como o Mute Math, o Manchester Orchestra é mais um nome da cena independente cristã escalada para o mega Reading Festival. A banda toca no dia 24, no Carling Stage. No dia seguinte, sobe ao palco de mesmo nome, só que do também tradicional Leeds Festival. E no dia 6 de setembro, é o convidado musical do Late Show, de David Letterman. Sinal suficiente de que a banda pode estourar a qualquer segundo.

Andy Hull, Jonathan Corley, Jeremiah Edmond, Chris Freeman e Robert McDowell têm, em média, 19 anos. Mas experiência de gente grande se a agenda de apresentações da banda e a qualidade do som forem levadas em consideração. Liderados por Hull, guitarra e voz, fazem da melancolia escudo pras desilusões do final da adolescência, enquanto mixam The Mission, os conterrânos do REM a contemporâneos como Muse e mewithoutYou (com quem a banda saiu em excursão por cidades dos EUA) em dias de depressão. A voz de Hull fica entre a sutileza e o grito de socorro. "Where Have you Been", faixa do álbum de estréia I'm like a virgin losing a child (2006, Favorite Gentlemen Records), evidencia tal postura, explícita no clamor "Deus, onde você esteve", sustentado por avalanches de teclados que lembram ou se misturam a vozes de algum coral angustiado.

O bom é que o Manchester Orchestra não fica no caminho fácil do pop triste radiofônico,como fazem colegas como Coldplay e Travis. A experimentação, ainda que às vezes tímida, pula das músicas do grupo, com guitarras em afinação torta em "Wolves at Night", enquanto Hull filosofa em tom de lamento às últimas consequências: "pois um desastre é um desastre, não importa com qual linguagem cristã você trate isso"(...) "Sou como uma virgem perdendo um filho, tão só, tão só". A ardência dos versos lembra um certo rapaz de Manchester, que atende pelo nome de Morrissey.

A banda estreiou com You Brainstorm, I Brainstorm. But Brilliance Needs a Good Editor, ep de estréia, lançado em 2005 também pela Favorite Gentlemen. Tinha uma pegada mais pro rock do REM do final dos 80. Hoje a levada é outra, e os moleques já apontam nos principais palcos do pop universal. Depois dos festivais britânicos, circulam ainda pelo Reino Unido - Dublin, Londres, Birminghan e, é claro, Manchester. Dá-lhe!

4 comments:

m said...
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m said...

Então nada que faça sucesso presta?????
Ahh vc deve ser daqueles "INDIOZÕES" que repudiam o sucesso, pra vc banda boa tem 4 fans, pq se tiver 5 já tá ameaçando estourar né????
Fora o bairrismo "angelical", onde tudo que é banda cristã é melhor que as seculares, rs.
Faça o seguinte, na próxima faça um review sobre o oficina g3, quero ver como vc vai se sair, afinal G3 é angelical, mas tem sucesso, será que é uma merda, ou uma banda muito melhor que o los hermanos????
Pq vc com certeza absoluta deve achar los hermanos uma merda, assim com o o legião, os mutantes, mas vai dizer que o killing chainsaw é a grande banda esquecida do Brasil confere???

Dé Celeti said...

adicionei o seu blog no meu...

http://diariode1loira.blogspot.com

Bjos

mah said...

Mais uma bosta de banda cristã .
Melhor ouvir a musica deles e concordar com tudo que eles dizem pq senão eles te jogan na fogueira e pronto .
huhahauhauauahahuahuahuauahuahua

Cristo e hitler eram amigos intimos vcs num sabiam .